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Papo Reto: Retrato Social da Juventude

Leia o texto abaixo que faz um diagnóstico da juventude brasileira 

terça-feira, 05/12/2017 | Artigos

A juventude brasileira está à margem do debate de políticas públicas: os altos índices de desemprego, subemprego e marginalidade estão presentes na vida dos(as) jovens, sobretudo os(as) que moram nas periferias e dos negros e das negras. Ao longo das gestões Lula e Dilma, através dos programas Prouni, Fies, Pronatec, os(as) jovens tiveram oportunidades de profissionalização e qualificação para o mercado de trabalho. Entretanto, após o golpe que tirou a presidenta Dilma em 2016, os (as) jovens retornam para realidade anterior: O governo  golpista de Michel Temer reduz vagas do Prouni em universidades, extingui o Pronatec, reduz o financiamento estudantil e congela os investimentos nas áreas sociais por 20 anos através da PEC 55, sacrificando nossa geração. Para além, os(as) jovens também são grandes afetados(as) com o crescente desemprego no governo Temer, haja vista a pesquisa do IBGE de 2017, onde aponta que a taxa de desemprego atinge 13% da população ativa, mas para os jovens de 18 a 24 anos ela chega a 27,3%.

O número de jovens encarcerados no Brasil também é alarmante: entre 18 e 24 anos corresponde a 30,12% e entre 25 a 29 anos corresponde a 24,96%, dando um total de 55,08% entre 18 e 29 anos encarcerados. (Dados: PNAD e INFOPEN)

* A juventude representa mais de 35% da população desempregada em todo o mundo, segundo relatório lançado no dia 20 de novembro de 2017, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Estado de São Paulo

No Estado de São Paulo essa realidade fica ainda pior, considerando que vivemos no estado mais rico, mas que também possui maior desigualdade social. As gestões do PSDB criaram uma sensação de naturalidade com a pobreza e marginalização dos(as) jovens, que começa com o sucateamento das escolas públicas, que tem aparência de presídio e funcionam como espaço de cumprir horário, além disso, ainda hoje temos escolas “padrão Nakamura” – estrutura de metal revestida de alvenaria – espalhada no estado. Em ato contínuo ao projeto de excluir jovens, em 2015 o governador Geraldo Alckimin propõe fechar escolas com a reorganização escolar, porém foi surpreendido por jovens secundaristas que resistiram ocupando e mostrando que há uma juventude que luta pela educação e está disposta a buscar cada vez mais seus direitos. Nessa ocasião os estudantes tiveram uma vitória histórica ao conseguir suspender a reorganização e derrubar o então secretário de educação, Prof. Dr. Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Destaque para cidade de Guarulhos que foi a primeira cidade do Estado a suspender com pedido feito na vara da infância e da juventude.

Além de negar educação pública de qualidade, o governador Geraldo Alckmin também utiliza do monopólio da violência para eliminar pessoas usando o braço da polícia militar mais violenta, que persegue e mata a juventude negra todos os dias. Só no 1° semestre de 2017 a PM do Alckmin matou 459 pessoas. (dados do IBGE, 2017).

É necessário enfrentar o debate sobre as perspectivas da juventude a luz dessa realidade que exclui, mata e encarcera em larga escala, e colocar os jovens no centro da discussão de políticas públicas. É fundamental discutir e lutar por um estado forte que ofereça qualidade de ensino e trabalho digno, eliminar a lógica do punitivismo e trabalhar na perspectiva da prevenção. É nesse sentido que também é necessário derrotar o governo golpista de Michel Temer que elimina os investimentos no povo brasileiro e avança com o projeto de entregar o país aos empresários estrangeiros, e o governo tucano de Geraldo Alckmin que é o grande responsável pela pobreza de São Paulo, governando para produzir mão de obra barata para as grandes empresas e manter a desigualdade entre ricos e pobres.

Luiz Rene – Coordenador do Coletivo Cambada e Militante do PT.

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